É perigoso ser feliz.
Periga de pensar que por ser feliz não haverão mais tristezas
Periga de alcança-la e não reconhece-la, e assim perde-la, por não cultiva-la
Periga de não esquecer que as maiores felicidades não podem abafar as pequenas
que estas sustentam e complementam as grandes
Arrisca-se a viver a plenitude do ser humano,
e sentir todos os sentimentos que o homem tem direito
morais, imorais, celestiais
mundanos, marcianos, venusianos
Amor e ódio, misturados no desejo
Se não os permite, periga fugir
abandonando também ser feliz
E o maior dos perigos é perder a tal felicidade
e permite-se viver aprisionado na saudade
de um dia ter vivido nessa intensidade
esquecendo que é capaz de reencontra-la mais tarde
Porque felicidade começa no encontro
da razão coma vontade
Porque pra mim, felicidade
é sentir e viver com intensidade
Assim termino,
sem rima , sem regra, sem medida
O risco de ser feliz é o de viver
e pra viver não basta nascer
(...)
Só posso falar do que vivi e aprendi
o que não me exime de errar
como sei que errei
mas na vida há chance de mudar
basta refletir e experimentar
2 comentários:
Sugestão:
vide: Mais Estranho do que a Ficção
Arriscar-se.
A viver, reviver e viver de novo.
E de novo, o novo ou o que se viveu.
Periga de sentir.
Sim. O maior dos perigos é perder tal felicidade. Escolher viver a saudade. Do instante. Da pele. Da palavra. Do olhar.
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