O papel em branco desafia
- Quanto desse sentimento você é
capaz de expressar?
Um pensamento vago
me alucina
Nada mais faz sentido
nesse dia
A textura da persiana verde
em contraste com a primeira luz do dia
laranja, vermelha
cheia de energia
reflete nas janelas vizinhas
o que as cortinas fingem esconder
No meu refúgio ouço
pássaros a despertar
e um grosso ronco
da moto a rufar
Coisa de poeta-bossa-nova
passarinhos a cantar
mas aqui é verdade
não cabe negar
Aqui o crepúsculo vai subindo
e não canta piriquito
esta tudo morno e calmo
eu queria ouvir um grito
sábado, fevereiro 24, 2007
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Vivo
Os animais vieram me visitar
como ha tempos não acontecia
primeira vez após constatar
que posso sentir e me relacionar
com toda forma de vida
Então veio a barata
tão forte, tão desesperada
essa era grande e arrojada
me assusto ao encara-la
no meio do caminho, ali parada
Não vacilo, não penso
vou em modo automático
com o chinelo de borracha
corre,tapa, mata
nem sei se morreu
mas o ato assassino ocorreu
e com grande pezar
sinto, sei, ela só apareceu
porque precisa conversar
E agora minhas lágrimas são para a barata
e toda vida e morte impensada.
como ha tempos não acontecia
primeira vez após constatar
que posso sentir e me relacionar
com toda forma de vida
Então veio a barata
tão forte, tão desesperada
essa era grande e arrojada
me assusto ao encara-la
no meio do caminho, ali parada
Não vacilo, não penso
vou em modo automático
com o chinelo de borracha
corre,tapa, mata
nem sei se morreu
mas o ato assassino ocorreu
e com grande pezar
sinto, sei, ela só apareceu
porque precisa conversar
E agora minhas lágrimas são para a barata
e toda vida e morte impensada.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Memória de um caderno perdido
O carnaval começou mais cedo
e na sexta já percebo
que algo no mundo mudou
Serão dias indescritiveis
Serão dias expressiveis
Serão dias de morte e vida
Terão dias irreversíveis pra toda vida
Sozinho e muito bem acompanhado
responsavel por mim e mais ninguém
todo sentimento é sincero e terreno
a memória de um caderno na mão do ladrão
"é carnaval, a moral esta no chão"
e na sexta já percebo
que algo no mundo mudou
Serão dias indescritiveis
Serão dias expressiveis
Serão dias de morte e vida
Terão dias irreversíveis pra toda vida
Sozinho e muito bem acompanhado
responsavel por mim e mais ninguém
todo sentimento é sincero e terreno
a memória de um caderno na mão do ladrão
"é carnaval, a moral esta no chão"
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Trasitando pela fantasia

A muito não falo de cinema, apesar de ter assistido a uma boa variedade de filmes esse último mês. Dando um descanso às minhas questões e impressões da vida, no engatinhar do que pode um dia virar poesia, volto a escrever sobre o que vi em quadros de luz.
Já que falei em inocência, vale comentar um filme não muito original em seu roteiro, mas que é um bom filme dentro do tema de ilusões infantis x realidade cruel. " O Labirinto de Fauno" é uma estória de uma menina que vai viver num campo militar espanhol, durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse período, vive o choque de viver as fantasias de seus contos de fadas e a dura realidade de ter como padrasto o capitão do campo militar, o modelo mais escarrado do militar franquista, sanguinário. Vivendo nesse cenário, rapidamente nos vemos no meio de um conflito político entre franquistas e anti-franquistas, em que os fascistas são os filhos do capeta, e comunistas a bondade encarnada nos campos. Não quero defender nenhuma posição ideológica aqui, mas analisar qualquer período da história mundial de forma maniqueísta é simplificar qualquer questão. Acredito que não seja a intensão deste belo filme analisar históricamente o fato. Entendo que o uso de um período real da história era necessário para se fazer o contra-ponto com a fantasia.
Neste filme, a simplificação da questão é a ferramenta para a comparação com a maturidade e a inocência. Serve como exaltação de valores éticos humanistas. Assim, o diretor resolveu caprichar nas cenas de violência, para que o filme não se confudisse com um filme de fantasia infantil. As doses de realidade cruel são fortes para que não se confunda o teor adulto do filme.
Mas a forma que as duas estórias são contadas paralelamente e se misturam durante o o filme, deixando uma eterna dúvida se elas se tocam, faz com que o filme de Gulhermo Del Toro tenho um grande poder de envolver o espectador. Guilhermo procura, como poucos , se posicionar perante suas questões. Deixa a marca de suas opiniões. E o faz numa forma de contar a estória que faz o filme uma obra de arte.
Outro tema abordado, é a exaltação da crítica. O ato de receber ordens e cumpri-las sem friltragem é a questão pertinente para toda ideologia e disciplina do silêncio. Formas de comando que proibem ou inibem a expressão e o pensamento. Clássicos do cinema abordam esse tema, de diversas formas.
Fahrenheit 451, de François Truffaut, retratou em outro universo de situações, no plano de uma realidade extrema, o que seria a falta de crítica a comandos em uma civilização.
O Labirinto de Fauno se destaca em imagem, uma fotografia clássica, mas muito bem montada, irretocavel. Grande destaque para a equipe de Arte. Cenários, figurinos, maquiagens que nos lançam no Período da Segunda Guerra e destacam todo o mundo de fantasia forte e dura. Me parece que o trabalho de figurino dispensou muito de efeitos digitais, o que deixou tudo mais real.
Somando tudo, torna O Labirinto de Fauno mais um bom filme de Del Toro. Mas tenho a impressão que esse filme tangeu a linha do comum. Um passo a mais ou a menos; um fator a menos nessa adição, poderia torna-lo um filme da Disney.Mas o conjunto de acertos em todos os detalhes do visuais do filme, e o posicionamento crítico e passional do diretor tornam este um grande e belo filme. Além de um embrulho no estômago.
Já que falei em inocência, vale comentar um filme não muito original em seu roteiro, mas que é um bom filme dentro do tema de ilusões infantis x realidade cruel. " O Labirinto de Fauno" é uma estória de uma menina que vai viver num campo militar espanhol, durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse período, vive o choque de viver as fantasias de seus contos de fadas e a dura realidade de ter como padrasto o capitão do campo militar, o modelo mais escarrado do militar franquista, sanguinário. Vivendo nesse cenário, rapidamente nos vemos no meio de um conflito político entre franquistas e anti-franquistas, em que os fascistas são os filhos do capeta, e comunistas a bondade encarnada nos campos. Não quero defender nenhuma posição ideológica aqui, mas analisar qualquer período da história mundial de forma maniqueísta é simplificar qualquer questão. Acredito que não seja a intensão deste belo filme analisar históricamente o fato. Entendo que o uso de um período real da história era necessário para se fazer o contra-ponto com a fantasia.
Neste filme, a simplificação da questão é a ferramenta para a comparação com a maturidade e a inocência. Serve como exaltação de valores éticos humanistas. Assim, o diretor resolveu caprichar nas cenas de violência, para que o filme não se confudisse com um filme de fantasia infantil. As doses de realidade cruel são fortes para que não se confunda o teor adulto do filme.
Mas a forma que as duas estórias são contadas paralelamente e se misturam durante o o filme, deixando uma eterna dúvida se elas se tocam, faz com que o filme de Gulhermo Del Toro tenho um grande poder de envolver o espectador. Guilhermo procura, como poucos , se posicionar perante suas questões. Deixa a marca de suas opiniões. E o faz numa forma de contar a estória que faz o filme uma obra de arte.
Outro tema abordado, é a exaltação da crítica. O ato de receber ordens e cumpri-las sem friltragem é a questão pertinente para toda ideologia e disciplina do silêncio. Formas de comando que proibem ou inibem a expressão e o pensamento. Clássicos do cinema abordam esse tema, de diversas formas.
Fahrenheit 451, de François Truffaut, retratou em outro universo de situações, no plano de uma realidade extrema, o que seria a falta de crítica a comandos em uma civilização.
O Labirinto de Fauno se destaca em imagem, uma fotografia clássica, mas muito bem montada, irretocavel. Grande destaque para a equipe de Arte. Cenários, figurinos, maquiagens que nos lançam no Período da Segunda Guerra e destacam todo o mundo de fantasia forte e dura. Me parece que o trabalho de figurino dispensou muito de efeitos digitais, o que deixou tudo mais real.
Somando tudo, torna O Labirinto de Fauno mais um bom filme de Del Toro. Mas tenho a impressão que esse filme tangeu a linha do comum. Um passo a mais ou a menos; um fator a menos nessa adição, poderia torna-lo um filme da Disney.Mas o conjunto de acertos em todos os detalhes do visuais do filme, e o posicionamento crítico e passional do diretor tornam este um grande e belo filme. Além de um embrulho no estômago.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Pra mudar o clima
O clima esta mudando. em breve alguns pensamentos desse novo momento.
E hoje, de surpresa, por acaso, ouvi esse samba.
Jovelina Pérola Negra - Sorriso Aberto
É
Foi ruim a beça
Mas pensei depressa
Numa solução para a depressão
Fui ao violão
Fiz alguns acordes
Mas pela desordem do meu coração
Não foi mole não
Quase que sofri desilusão
Tristeza foi assim se aproveitando
Pra tentar se aproximar
Ai de mim
Se não fosse o pandeiro, o ganzá e o tamborim
Pra ajudar a marcar (o tamborim)
Logo eu com meu sorriso aberto
O paraiso perto, pra vida melhorar
Malandro desse tipo
Que balança mais não cai
De qualquer jeito vai
Ficar bem mais legal
Pra nivelar
A vida em alto astral
E hoje, de surpresa, por acaso, ouvi esse samba.
Jovelina Pérola Negra - Sorriso Aberto
É
Foi ruim a beça
Mas pensei depressa
Numa solução para a depressão
Fui ao violão
Fiz alguns acordes
Mas pela desordem do meu coração
Não foi mole não
Quase que sofri desilusão
Tristeza foi assim se aproveitando
Pra tentar se aproximar
Ai de mim
Se não fosse o pandeiro, o ganzá e o tamborim
Pra ajudar a marcar (o tamborim)
Logo eu com meu sorriso aberto
O paraiso perto, pra vida melhorar
Malandro desse tipo
Que balança mais não cai
De qualquer jeito vai
Ficar bem mais legal
Pra nivelar
A vida em alto astral
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Cuidado pra dizer
É fácil escrever sobre a tristeza
dificil é falar da felicidade
pois nesse estado forte e milagroso
quero leva-lo pra eternidade
Me escapa o expressar
desse sentir fugidio
tão dificil de segurar
Não pense que sou triste
só porque escrevo algum lamento
Não falo das alegrias
por boa critica ao movimento
Pra expressar alegria
no formato poesia
Manterei a primazia
e me negarei a propagar
qualquer alegria vazia
Fujo do lugar comum
de expressão de felicidade
acredite, estou vivendo-a
sem aleatoridade
Enquanto a vivo esqueço
a necessidade de comunicar
Prometo tomar mais cuidado
escreverei o que muitos chamam
que é a forma de amar
Aproveitar o estado de maravilha
o tempo que puder viver
quando ela se for, reflita
chega a hora de crescer
dificil é falar da felicidade
pois nesse estado forte e milagroso
quero leva-lo pra eternidade
Me escapa o expressar
desse sentir fugidio
tão dificil de segurar
Não pense que sou triste
só porque escrevo algum lamento
Não falo das alegrias
por boa critica ao movimento
Pra expressar alegria
no formato poesia
Manterei a primazia
e me negarei a propagar
qualquer alegria vazia
Fujo do lugar comum
de expressão de felicidade
acredite, estou vivendo-a
sem aleatoridade
Enquanto a vivo esqueço
a necessidade de comunicar
Prometo tomar mais cuidado
escreverei o que muitos chamam
que é a forma de amar
Aproveitar o estado de maravilha
o tempo que puder viver
quando ela se for, reflita
chega a hora de crescer
domingo, fevereiro 04, 2007
Sentindo
Por isso hoje dói,
não consigo definir o pois
só consigo concluir
que esse mundo não funicona
na lógica do dois mais dois
E mesmo tendo todo orgulho
de ser quem eu sou
aqui sozinho estou
E amando sinceramente vou
sozinho aqui estou.
Não sei mais o que sou,
não me enxergo nesse mundo
não sei se sou legal ou chato
nem se superficial ou profundo
meu peito aperta por sentir
o que os fatos não podem mentir
Estou sozinho aqui
Ainda que me expondo,
que me abrindo,
que me esforçando,
que, em fim, sinceramente, sentindo
Estou aqui sozinho.
não consigo definir o pois
só consigo concluir
que esse mundo não funicona
na lógica do dois mais dois
E mesmo tendo todo orgulho
de ser quem eu sou
aqui sozinho estou
E amando sinceramente vou
sozinho aqui estou.
Não sei mais o que sou,
não me enxergo nesse mundo
não sei se sou legal ou chato
nem se superficial ou profundo
meu peito aperta por sentir
o que os fatos não podem mentir
Estou sozinho aqui
Ainda que me expondo,
que me abrindo,
que me esforçando,
que, em fim, sinceramente, sentindo
Estou aqui sozinho.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
No momento
Me tome como tolo
ou então como inocente
mas escrevo poemas curtos
de forma simples de displicente
Ainda não dou respostas
Por pretensioso não vou passar
Na hora certa,
quando o galo cantar
darei também respostas
ao que o mundo perguntar
Por aqui marco o passo
e o compasso
Sigo a vida a divagar
devagar.
ou então como inocente
mas escrevo poemas curtos
de forma simples de displicente
Ainda não dou respostas
Por pretensioso não vou passar
Na hora certa,
quando o galo cantar
darei também respostas
ao que o mundo perguntar
Por aqui marco o passo
e o compasso
Sigo a vida a divagar
devagar.
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