quinta-feira, julho 24, 2008

Bumbum arrebitado

Ei pequena dondoca que baila os seus quadriz
eu não quis te ofender
nem tão pouco te assustar
mas é que sue corpo não pode esconder
a natureza do seu desejo
que rebola no meu olhoar

Sabe que pode conquistar com gestos e desprezos
mas não é tudo que resta
não basta um prefácio pro livro
 ser essa obra-prima
tão pouco para ser o preferido
de uma alma preferida
é algo que esta nas linha
s que escorre nas entrelinhas

Seus valores quais são ?
Iguais ao do mundo dos levados pela maré
do mar mexido de um tempo turvo
que não faz ondas de reflexão
Mas no fundo quando me olhas
eu sei que não és o que diz
só repete por se orgulhar
por ser contra o que todo mundo quis
Sua alma é doce e não me engana
seu labio macio e o beijo vibrante
sua paixão tao grande que quando se entregas
passa a ser a alma mais delirante

A vida é farta pra quem arrisca vive-la
sai do seu pequeno palco burguês
que encontrará, não aplausos
mas o gosto prazeroso
de viver outra vez

Amigo eu

Desenterro meus demônios todo dia amigo eu
pra te mostrar que a vida tem opção
desenterre os seus amigo eu
retire você o que te limita
a vida não é fácil e nunca será
para nós pensantes do então
nós que vemos um pouco mais
do que a matéria que nos cerca
sabemos que tudo tem sentimento
porque sentimos na pele o viver
aprendemos a descrever o resumível
mas não deixe o mistério te engolir

reviva o pior que nao te fez bem
reflita e transforme o seu mal
aceite que tu não é tão só
que seu erro não é o mal pior
pior ´sofrer o inevitável
de todo tempo que se tem
essa flor podre que tu me fala
é o colorir interminável de um quadro tão antigo
que a memória já não tem
estamos no tempo da reprodução
multiplique e mortalize esse quadro
o mártir não tem mais sentido

a praga de não se ver
você que se enxerga tão bem por dentro
não ve o resultado externo
algo que está longe do espelho
se veja simplesmente como objeto
e perceba o que perdes
viceral será o seu encontro contigo
mas ao seu lado teras esse amigo
que nao aguenta mais te ver sofrer

Permita-se ver alem do habitual
permita-se viver nada além do natural

quarta-feira, julho 09, 2008

Profeta

O Céu Tombou
a tempos desacreditado de seu poder
desafiou toda a sub-exitência
Sem previsão metereológica
Nenhum homem-do-tempo anunciou
O aviso da chegada
foi ao bérro de super-raios
sacudindo as estruturas
das, até então, seguras casas
dos, até então, fortes prédios
dos, até etão, corajosos adultos

Diferente de um temporal que atravessa a noite
e se confunde com um pesadelo
Ele dispertou pela manhã
Tomando o dia dos terrenos
que não dispertaram pra natureza
nem a rufar do mais forte tambor
masi alto e mais poderoso
que mil fuziz da favela

Os homens se achavam poderosos
acostumados a destruir uns aos outros
Ganharam um remédio direto do céu
Receberam no reflexo de tanta água
o remédio para tanto se ver no próximo

E o tolo homem continuou seu cotidiano
pois sem anúncio televisivo
e sem ouvidos para profetas e poetas
continuou sua caminhada circular
Confiante nas moderans drenagens
nos fortes muros de concreto e areia
nos eficientes para-raios

E a chuva nunca mais parou
e a água subiu
o céu tombou
o homem se esvaiu

quinta-feira, julho 03, 2008

Janela do que está dentro?

Tenho uma veia ao meu lado direito
passsando pela minha têmpora
que irriga fronte da testa
e se dilta com o frisar das sombrancelhas
paralizando os dois olhos
que nesse exato momento
podem ver o mais profundo
que se passa em um pensamento

A consciência que me falta
é o do presente mais que presente
quando o conjunto de todas as feições
resultantes dessa combinação fisiológica
trasnformam os olhos
que o meu próprio par vê

A mistura embaralha a leitura
A minha habilidade astuta
(para não dizer absurda)
fica falha e turva
Eis que acaba a fantasia
De que apenas dos olhos eu saberia
A sinceridade quase sempre escondida

Por isso não gosto de poker.