domingo, setembro 30, 2007

Da Voluntários pra cá

Caminhando e refletindo
Já que as horas não combinam
com o tempo do banho
com o tempo do ônibus

Me resta caminhar
noite de domingo
e se os passos são pensamentos
caminhar é refletir os momentos

preciso trabalhar,
mas sem paciência não vai dá
preciso encontrar meu amor
mas sem ver não sinto seu odor
preciso dizer o que sinto
mas sem coragem eu minto
preciso decidir se vale a pena
porque sem retorno não tem rima

E quando todos os detalhes são observados
qualquer falha é imperdoável
e eu que ando desligado
to ferrado.

sábado, setembro 29, 2007

Oinrrc

El facto és
nosso mundo é sujo
o lado de lá cheira muito bem
os floreios existem
superficialmente
mas na terra molhada
se faz lama
e o mundo chafurna

o grande teatro burguês
continua em cartaz
talvez sempre estará

numa crise de identidade
me comportei como pó de arroz
mas esses olhos vêem além
e a postura almofada
não é da minha natureza

A raça renasce
o sangue cada vez mais pulsante
vivo e desejo aventura
verei novos chiqueiros
chafurnemos

sábado, setembro 22, 2007

Romantico Chão

A terra sabe o meu valor
o ar me convida pra voar
meu fogo queima mais forte
e eu sei direcionar

Sou aquele querendo falar
vim ao mundo aprender a me comunicar
Amar eu nasci sabendo
me relacionar são outros quinhentos

eu te quis mais que tudo
eu vivi as dores do mundo
porque algo dentro de mim
sempre disse
sempre rufou
sempre apertou
no fim das contas
apesar dos pesares
mesmo que ela não saiba
é ela

Como saber, se na maior parte do tempo
ali nem eu era eu mesmo
Talvez por saber que aquilo que odeio nela
é o que ela também não é

E se nessa vida nasci pra encontra-la
encontrei, assim serei
pra sempre com essa marca
vou conviver com o impossível

Aguá, matéria de transporte
logo hoje é que chove
leva essa energia que me move
passando esse amor incólume.

quinta-feira, setembro 13, 2007

A hora e a vez

Pedi tua ajuda na hora que mais precisei
você não me deu atenção
me deu desprrezo
não teve a decência do não

Mas sobrevivi sozinho
e com ajuda do meu pai
hoje sou forte
sou rocha que aponta pro norte

Olhos do bem
com muita maldade
revejo o mundo da verdade
e já enxergo que tu não prestas
És farsa, és pirraça
a sensibilidade imitada
o descritério conveniente
a personagem da vez
a escolha covarde

Assim, não me serves

sábado, setembro 01, 2007

De quem sabe

No passar do tempo
as horas fogem,
porque as horas são o tempo,
levando para o infinito
o que trazem,
no seu fugir.
Fogem para o infinito,
e os dias sucedem
sem mais voltar.
Por que as horas fogem
e os dias que se sucedem
são o tempo,
e o tempo é o infinito.

São as vezes, horas
no seu fugir
doces elevos,
devaneios ternos,
talvez quimeras,
amor do coração brotando.
Vezes outras no seu fugir,
deixando-nos angústias,
dores, sofrimentos
tristezas que o coraçãoconfrange,
que elas, as horas,
indifrentes, distribuem
à humanidade.
E fogem, fogem sempre
sem nunca parar
Os dias sucedem aos dias,
trazendo a chuva,
o sol, as noites, as estrelas,
e fogem para o infinito,
porque o infinito
é o tempo...

Em nossa vida,
muitas horas têm fugido,
muitos dias sucedidos aos dias,
trazendo de longe
o reflexo do passado,
das horas que durante
quatro anos convivemos,
sentindo nas horas
que fugiram,
a pureza de uma
doce amizade,
o convívio suave e puro
dos tempos de colégio.
Bendigo as horas
que naquele tempo fugiram.
Bendigo os dias que aos dias
se sucederam, naquele tempo.
Bendigo as recordações
suaves, daquela fase da vida,
bendigo a canção da saudade
que hoje canta
em nossa alma.

Bendigo as horas
que agora fogem,
deixando-nos
a suave melodia
da recordação.
É que as horas fogem
E os dias sucedem aos dias...

Lucília Paixão Passos - minha saudosa bisavó