domingo, setembro 14, 2008

17-05

Passei de berrezo a touro
durou o tempo que pediu o tempo
passou o descabido
nasce o novo concequente

Ficou memória de quem vive
e o reflexo de quem sente
ficou a força da ferida
e amor sempre ardente

Serei sempre o ser tranquilo
forte e persistente
serei movimento contínuo
ainda que lentamente

Amigo de uma boiada
assim quero viver
na pele a vida me marca
nem querendo se pode esquecer

Mas um touro não é um boi
sabe bem pra onde vai
E se me cutucar se prepare 
Não vou parar antes que acabe

Eu tenho os pés na terra
sou carne e unha com a natureza
Sou homem osso massa e fibra
calmo e selvagem
amor e malícia
passo a passo
no caminhar da vida

sábado, agosto 16, 2008

Figueira

Hoje pude sentir
Mira , es la arvore que ali está
Hoje contigo sofri
Cada corte cada baque seco
Hoje chorei por ti
Compreendi a fatalidade
de passar pelo mundo e ter uma finalidade
Será feita a nossa vontade

Hoje senti por ti
a tensão de um irmão numa mesa de cirurgia
ainda que de uma operação desnecessária

Assim são as mudanças do mundo
lentas e compassadas
os momentos de decisões
Mudanças que só você,
aí do alto,
aí no seu tempo,
só você
percebe com clareza

Leio a cegueira
daqueles que ainda sentem
mas usam antólhos
e se comportam pensando
 o que o outro vai pensar
Geram um pensamento
em contra pensamento
Movimento circular que não gera
pensamento algum
Ignoram os sentidos
e continuam na pose
do personagem vaidoso
do teatro medroso
desse jogo da vida

Vou te visitar minha amiga
sua natureza é eterna
Recuperar-se-a certamente
No renovar de sua magnitude
A natureza não esta em risco
Em risco está o homem
de morrer cego e agarrado
na coxia desse enorme teatro

segunda-feira, agosto 04, 2008

Bodelaire passou por aqui.

EMBRIAGUEM-SE

É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
Mas embriaguem-se.E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.

quinta-feira, julho 24, 2008

Bumbum arrebitado

Ei pequena dondoca que baila os seus quadriz
eu não quis te ofender
nem tão pouco te assustar
mas é que sue corpo não pode esconder
a natureza do seu desejo
que rebola no meu olhoar

Sabe que pode conquistar com gestos e desprezos
mas não é tudo que resta
não basta um prefácio pro livro
 ser essa obra-prima
tão pouco para ser o preferido
de uma alma preferida
é algo que esta nas linha
s que escorre nas entrelinhas

Seus valores quais são ?
Iguais ao do mundo dos levados pela maré
do mar mexido de um tempo turvo
que não faz ondas de reflexão
Mas no fundo quando me olhas
eu sei que não és o que diz
só repete por se orgulhar
por ser contra o que todo mundo quis
Sua alma é doce e não me engana
seu labio macio e o beijo vibrante
sua paixão tao grande que quando se entregas
passa a ser a alma mais delirante

A vida é farta pra quem arrisca vive-la
sai do seu pequeno palco burguês
que encontrará, não aplausos
mas o gosto prazeroso
de viver outra vez

Amigo eu

Desenterro meus demônios todo dia amigo eu
pra te mostrar que a vida tem opção
desenterre os seus amigo eu
retire você o que te limita
a vida não é fácil e nunca será
para nós pensantes do então
nós que vemos um pouco mais
do que a matéria que nos cerca
sabemos que tudo tem sentimento
porque sentimos na pele o viver
aprendemos a descrever o resumível
mas não deixe o mistério te engolir

reviva o pior que nao te fez bem
reflita e transforme o seu mal
aceite que tu não é tão só
que seu erro não é o mal pior
pior ´sofrer o inevitável
de todo tempo que se tem
essa flor podre que tu me fala
é o colorir interminável de um quadro tão antigo
que a memória já não tem
estamos no tempo da reprodução
multiplique e mortalize esse quadro
o mártir não tem mais sentido

a praga de não se ver
você que se enxerga tão bem por dentro
não ve o resultado externo
algo que está longe do espelho
se veja simplesmente como objeto
e perceba o que perdes
viceral será o seu encontro contigo
mas ao seu lado teras esse amigo
que nao aguenta mais te ver sofrer

Permita-se ver alem do habitual
permita-se viver nada além do natural

quarta-feira, julho 09, 2008

Profeta

O Céu Tombou
a tempos desacreditado de seu poder
desafiou toda a sub-exitência
Sem previsão metereológica
Nenhum homem-do-tempo anunciou
O aviso da chegada
foi ao bérro de super-raios
sacudindo as estruturas
das, até então, seguras casas
dos, até então, fortes prédios
dos, até etão, corajosos adultos

Diferente de um temporal que atravessa a noite
e se confunde com um pesadelo
Ele dispertou pela manhã
Tomando o dia dos terrenos
que não dispertaram pra natureza
nem a rufar do mais forte tambor
masi alto e mais poderoso
que mil fuziz da favela

Os homens se achavam poderosos
acostumados a destruir uns aos outros
Ganharam um remédio direto do céu
Receberam no reflexo de tanta água
o remédio para tanto se ver no próximo

E o tolo homem continuou seu cotidiano
pois sem anúncio televisivo
e sem ouvidos para profetas e poetas
continuou sua caminhada circular
Confiante nas moderans drenagens
nos fortes muros de concreto e areia
nos eficientes para-raios

E a chuva nunca mais parou
e a água subiu
o céu tombou
o homem se esvaiu

quinta-feira, julho 03, 2008

Janela do que está dentro?

Tenho uma veia ao meu lado direito
passsando pela minha têmpora
que irriga fronte da testa
e se dilta com o frisar das sombrancelhas
paralizando os dois olhos
que nesse exato momento
podem ver o mais profundo
que se passa em um pensamento

A consciência que me falta
é o do presente mais que presente
quando o conjunto de todas as feições
resultantes dessa combinação fisiológica
trasnformam os olhos
que o meu próprio par vê

A mistura embaralha a leitura
A minha habilidade astuta
(para não dizer absurda)
fica falha e turva
Eis que acaba a fantasia
De que apenas dos olhos eu saberia
A sinceridade quase sempre escondida

Por isso não gosto de poker.

sexta-feira, junho 13, 2008

SER

Sera que sera sol?
Sera que serei só?
Será que serei soul?
Será tudo som

Será que sorrirei sempre
ou só ate segunda?
Será que serei pra sempre?
Ainda será surpreendente?


Será que serei sal
se for muito sensual
Será que seguro
se eu for só sisudo

"O que será que será?"
Serei.
SOU!

sexta-feira, junho 06, 2008

RODA RODOU

Num enrolo de desenrolar tinta fresca já foi mola de tanto transcrever o olhar do entender bisonhar a pirambeira que ganha as pernas moídas do percurso duvidoso mestre e grange já falou e quem ouviu se enganou que a lição esta no gesto da madeira com arame instrumento de doutor da Bahia de São Salvador se na tenda milagrou milagrará a fantasia que a verdade esta sobrando unha carne tem que provar lição profunda não dá pra ensinar se diz pra lembrar ao coragem que viveu porque não pode ensinar que eu sei que ensina mesmo assim te tratando agora já tem seu seguidor no pique do amor que está no bicho que te brilha fuzuê paixão pega na trave pra não molequecer sai do mundo vai pra roda do guerreiro fibrado renascer esquece aprende a ser no oiá oiaê.

sexta-feira, maio 30, 2008

Imagético

Decidi escrever uma poesia a la Bob Dylan
Contar ao mundo o que vejo nessa vida
a poesia ficou pobre
só havia rimas
é que o mundo de hoje
é de imagens repetidas

quarta-feira, maio 21, 2008

Na trilha do trilho

Gato preto gato preto
na madrugada sozinho
olha nos meus olhos
cruzou o meu caminho

Madrugada gato preto
gelando toda a espinha
sigo atento à chegada
do trem que nunca vinha

Já sou todo errado gato preto
não há porque correr
mas se há então me avisa
hoje eu não vou morrer

terça-feira, maio 20, 2008

Não mais rotina

Esperei uma semana pra sentir você chegar
Era claro nos meus planos que nada iria mudar
Um ar pesado e sem movimento
O dia em que os planos não iam se realizar

Uma manhã curta
Um almoço pesado
Toda uma tarde de não pensar
Um futebol, um programa chato
e uma ineficiência a me acompanhar

Mas eis que por te esperar visitei

a terra da Tereza Santa

Sem muita esperança mudei o compasso
Sem muito jeito, eu nada perfeito
Inventei vida ao meu tempo e espaço

Tive um milagre de no jardim encontrar
As mulheres mais lindas, multicoloridas
E nos cantos dos recantos fui me embranhar

É um bairro de arte
isso eu já sabia
mas nunca esperava
encontrar tanta vida
na cidade que não parava
de me decepcionar

Com a benção de todos os santos
O samba rolou até mais tarde
E de um dia pro outro
eu que não manjava de samba
hoje sou cantador de verdade

sábado, maio 10, 2008

Vida guia

Ser seus olhos nesse caminhar
nessa tarde clara desse mundo escuro
desses dias longos do viver que é curto
Nesses paços lentos em um mundo apressado

Em cada paço é o seu braço
o guia pra não voar no espaço
E a quem tem olhos pra ver
ensina simplicidade
que a vida pode ter sentido
sendo do outro a metade

Instinto

Rompeu-se a barreira do bom
Emergiu dos meus sonhos
irracional, imprevisível, irrevogável
intransigente, ininterrupto, inabalável

Com chagas na carne
Arranca e rasga a pele
Com tesoura pontiaguda
do anti-braço ao pulso
Sem dó de um olhar menino
mostra os dentes expostos
de um cão morto

Limites forma rompidos?
É o que diz de mim
É que tudo é real
ainda que preferira não ver
Mergulho em um mundo mais sujo
do que o falso maravilhoso
Descobrindo quetmabém há
um universo estranho
dentro de mim

quinta-feira, maio 01, 2008

Um de mim

Eu sou a culpa
eu sou o momento
aquilo que dá movimento
a quebra da rotina
o motivo da saudade
a instabilidade

ainda que sem querer
é isso que sou
um fardo estranho
as vezes solitário
ser o motivo da quebra
pra que haja consertos
estopim imaginário de uma briga
pra que haja fogo intenso

Isso porque sou amor
sou malícia
sou contra-regra desregrado
encaro a dor com um abraço
como quem tem intimidade
e me despeço sem saudade

sábado, março 08, 2008

Internacionalizar

Fui voltei again
To de volta ao começo
De uma ida ao fim

To de novo novo
mas velho e cheio do novo
criando um novo ovo
desse mundo que não movo
mas moverei

Pretenço, sou
imaginativo, tambem
idealista, não
porque não ha' ideal
nessa terra de João
Não deveria haver
So' se deveria ser

Mas se continuar
a imitar a vida do John
em prol da "evolução"
podemos a pelada matar
as mulatas muscularizar
os malandros exorcizar
e tudo mais que eu dou valor
vai poder se comprar

Que pobreza e' comprar

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

eNDO

O som das engrenagens diminuiram
que oleo esse da vida
dilui meus pensamentos
vou calmo e seguro
para remontar essa maquina

Ser criado por si mesmo
arriscando não ser nada
daquilo que e' aceito
em troca do rico direito
o poder de pensar por mim mesmo

Vários mestres
lições do dia a dia
desconfiando bastante
bem devagar mesmo
porque esse e' o meu jeito
montando e remontando
moendo e remoendo
sabendo que um dia eu aprendo.

A

Bicho belo e estranho
eterno estado mutante
que não sabe o quer
e ama o que não quer

Gosta de carinho
mas adora apanhar
esperam Don Juan
ou o principie encantado
mas odeiam o romântico exagerado

Rodeadas de pessoas se transformam
calculam friamente seus movimentos
cada paço e cada olhar
é puro disfarce
pra que todos a vejam
sem realmente enxergar

amam doce e odeiam engordar
pedem com doçura
e coitado de quem no charme entrar
vira frouxo, empregado, capacho
não vale nem pra passear

Dizem que odeiam machismo
porcarias e grosserias
mas já as vi reclamar
do sujeito que nunca viram arrotar

Essas são elas
dizem o que não querem
fazem tudo pensado
com a lógica do inverso
do reverso que está
desentendido confundido
eternamente continuará.