Decidi escrever uma poesia a la Bob Dylan
Contar ao mundo o que vejo nessa vida
a poesia ficou pobre
só havia rimas
é que o mundo de hoje
é de imagens repetidas
sexta-feira, maio 30, 2008
quarta-feira, maio 21, 2008
Na trilha do trilho
Gato preto gato preto
na madrugada sozinho
olha nos meus olhos
cruzou o meu caminho
Madrugada gato preto
gelando toda a espinha
sigo atento à chegada
do trem que nunca vinha
Já sou todo errado gato preto
não há porque correr
mas se há então me avisa
hoje eu não vou morrer
na madrugada sozinho
olha nos meus olhos
cruzou o meu caminho
Madrugada gato preto
gelando toda a espinha
sigo atento à chegada
do trem que nunca vinha
Já sou todo errado gato preto
não há porque correr
mas se há então me avisa
hoje eu não vou morrer
terça-feira, maio 20, 2008
Não mais rotina
Esperei uma semana pra sentir você chegar
Era claro nos meus planos que nada iria mudar
Um ar pesado e sem movimento
O dia em que os planos não iam se realizar
Era claro nos meus planos que nada iria mudar
Um ar pesado e sem movimento
O dia em que os planos não iam se realizar
Uma manhã curta
Um almoço pesado
Toda uma tarde de não pensar
Um futebol, um programa chato
e uma ineficiência a me acompanhar
a terra da Tereza Santa
Sem muita esperança mudei o compasso
Sem muito jeito, eu nada perfeito
Inventei vida ao meu tempo e espaço
Tive um milagre de no jardim encontrar
As mulheres mais lindas, multicoloridas
E nos cantos dos recantos fui me embranhar
É um bairro de arte
isso eu já sabia
mas nunca esperava
encontrar tanta vida
na cidade que não parava
de me decepcionar
Com a benção de todos os santos
O samba rolou até mais tarde
E de um dia pro outro
eu que não manjava de samba
hoje sou cantador de verdade
sábado, maio 10, 2008
Vida guia
Ser seus olhos nesse caminhar
nessa tarde clara desse mundo escuro
desses dias longos do viver que é curto
Nesses paços lentos em um mundo apressado
Em cada paço é o seu braço
o guia pra não voar no espaço
E a quem tem olhos pra ver
ensina simplicidade
que a vida pode ter sentido
sendo do outro a metade
nessa tarde clara desse mundo escuro
desses dias longos do viver que é curto
Nesses paços lentos em um mundo apressado
Em cada paço é o seu braço
o guia pra não voar no espaço
E a quem tem olhos pra ver
ensina simplicidade
que a vida pode ter sentido
sendo do outro a metade
Instinto
Rompeu-se a barreira do bom
Emergiu dos meus sonhos
irracional, imprevisível, irrevogável
intransigente, ininterrupto, inabalável
Com chagas na carne
Arranca e rasga a pele
Com tesoura pontiaguda
do anti-braço ao pulso
Sem dó de um olhar menino
mostra os dentes expostos
de um cão morto
Limites forma rompidos?
É o que diz de mim
É que tudo é real
ainda que preferira não ver
Mergulho em um mundo mais sujo
do que o falso maravilhoso
Descobrindo quetmabém há
um universo estranho
dentro de mim
Emergiu dos meus sonhos
irracional, imprevisível, irrevogável
intransigente, ininterrupto, inabalável
Com chagas na carne
Arranca e rasga a pele
Com tesoura pontiaguda
do anti-braço ao pulso
Sem dó de um olhar menino
mostra os dentes expostos
de um cão morto
Limites forma rompidos?
É o que diz de mim
É que tudo é real
ainda que preferira não ver
Mergulho em um mundo mais sujo
do que o falso maravilhoso
Descobrindo quetmabém há
um universo estranho
dentro de mim
quinta-feira, maio 01, 2008
Um de mim
Eu sou a culpa
eu sou o momento
aquilo que dá movimento
a quebra da rotina
o motivo da saudade
a instabilidade
ainda que sem querer
é isso que sou
um fardo estranho
as vezes solitário
ser o motivo da quebra
pra que haja consertos
estopim imaginário de uma briga
pra que haja fogo intenso
Isso porque sou amor
sou malícia
sou contra-regra desregrado
encaro a dor com um abraço
como quem tem intimidade
e me despeço sem saudade
eu sou o momento
aquilo que dá movimento
a quebra da rotina
o motivo da saudade
a instabilidade
ainda que sem querer
é isso que sou
um fardo estranho
as vezes solitário
ser o motivo da quebra
pra que haja consertos
estopim imaginário de uma briga
pra que haja fogo intenso
Isso porque sou amor
sou malícia
sou contra-regra desregrado
encaro a dor com um abraço
como quem tem intimidade
e me despeço sem saudade
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