domingo, setembro 14, 2008

17-05

Passei de berrezo a touro
durou o tempo que pediu o tempo
passou o descabido
nasce o novo concequente

Ficou memória de quem vive
e o reflexo de quem sente
ficou a força da ferida
e amor sempre ardente

Serei sempre o ser tranquilo
forte e persistente
serei movimento contínuo
ainda que lentamente

Amigo de uma boiada
assim quero viver
na pele a vida me marca
nem querendo se pode esquecer

Mas um touro não é um boi
sabe bem pra onde vai
E se me cutucar se prepare 
Não vou parar antes que acabe

Eu tenho os pés na terra
sou carne e unha com a natureza
Sou homem osso massa e fibra
calmo e selvagem
amor e malícia
passo a passo
no caminhar da vida