quarta-feira, julho 09, 2008

Profeta

O Céu Tombou
a tempos desacreditado de seu poder
desafiou toda a sub-exitência
Sem previsão metereológica
Nenhum homem-do-tempo anunciou
O aviso da chegada
foi ao bérro de super-raios
sacudindo as estruturas
das, até então, seguras casas
dos, até então, fortes prédios
dos, até etão, corajosos adultos

Diferente de um temporal que atravessa a noite
e se confunde com um pesadelo
Ele dispertou pela manhã
Tomando o dia dos terrenos
que não dispertaram pra natureza
nem a rufar do mais forte tambor
masi alto e mais poderoso
que mil fuziz da favela

Os homens se achavam poderosos
acostumados a destruir uns aos outros
Ganharam um remédio direto do céu
Receberam no reflexo de tanta água
o remédio para tanto se ver no próximo

E o tolo homem continuou seu cotidiano
pois sem anúncio televisivo
e sem ouvidos para profetas e poetas
continuou sua caminhada circular
Confiante nas moderans drenagens
nos fortes muros de concreto e areia
nos eficientes para-raios

E a chuva nunca mais parou
e a água subiu
o céu tombou
o homem se esvaiu

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