Tenho uma veia ao meu lado direito
passsando pela minha têmpora
que irriga fronte da testa
e se dilta com o frisar das sombrancelhas
paralizando os dois olhos
que nesse exato momento
podem ver o mais profundo
que se passa em um pensamento
A consciência que me falta
é o do presente mais que presente
quando o conjunto de todas as feições
resultantes dessa combinação fisiológica
trasnformam os olhos
que o meu próprio par vê
A mistura embaralha a leitura
A minha habilidade astuta
(para não dizer absurda)
fica falha e turva
Eis que acaba a fantasia
De que apenas dos olhos eu saberia
A sinceridade quase sempre escondida
Por isso não gosto de poker.
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