
A muito não falo de cinema, apesar de ter assistido a uma boa variedade de filmes esse último mês. Dando um descanso às minhas questões e impressões da vida, no engatinhar do que pode um dia virar poesia, volto a escrever sobre o que vi em quadros de luz.
Já que falei em inocência, vale comentar um filme não muito original em seu roteiro, mas que é um bom filme dentro do tema de ilusões infantis x realidade cruel. " O Labirinto de Fauno" é uma estória de uma menina que vai viver num campo militar espanhol, durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse período, vive o choque de viver as fantasias de seus contos de fadas e a dura realidade de ter como padrasto o capitão do campo militar, o modelo mais escarrado do militar franquista, sanguinário. Vivendo nesse cenário, rapidamente nos vemos no meio de um conflito político entre franquistas e anti-franquistas, em que os fascistas são os filhos do capeta, e comunistas a bondade encarnada nos campos. Não quero defender nenhuma posição ideológica aqui, mas analisar qualquer período da história mundial de forma maniqueísta é simplificar qualquer questão. Acredito que não seja a intensão deste belo filme analisar históricamente o fato. Entendo que o uso de um período real da história era necessário para se fazer o contra-ponto com a fantasia.
Neste filme, a simplificação da questão é a ferramenta para a comparação com a maturidade e a inocência. Serve como exaltação de valores éticos humanistas. Assim, o diretor resolveu caprichar nas cenas de violência, para que o filme não se confudisse com um filme de fantasia infantil. As doses de realidade cruel são fortes para que não se confunda o teor adulto do filme.
Mas a forma que as duas estórias são contadas paralelamente e se misturam durante o o filme, deixando uma eterna dúvida se elas se tocam, faz com que o filme de Gulhermo Del Toro tenho um grande poder de envolver o espectador. Guilhermo procura, como poucos , se posicionar perante suas questões. Deixa a marca de suas opiniões. E o faz numa forma de contar a estória que faz o filme uma obra de arte.
Outro tema abordado, é a exaltação da crítica. O ato de receber ordens e cumpri-las sem friltragem é a questão pertinente para toda ideologia e disciplina do silêncio. Formas de comando que proibem ou inibem a expressão e o pensamento. Clássicos do cinema abordam esse tema, de diversas formas.
Fahrenheit 451, de François Truffaut, retratou em outro universo de situações, no plano de uma realidade extrema, o que seria a falta de crítica a comandos em uma civilização.
O Labirinto de Fauno se destaca em imagem, uma fotografia clássica, mas muito bem montada, irretocavel. Grande destaque para a equipe de Arte. Cenários, figurinos, maquiagens que nos lançam no Período da Segunda Guerra e destacam todo o mundo de fantasia forte e dura. Me parece que o trabalho de figurino dispensou muito de efeitos digitais, o que deixou tudo mais real.
Somando tudo, torna O Labirinto de Fauno mais um bom filme de Del Toro. Mas tenho a impressão que esse filme tangeu a linha do comum. Um passo a mais ou a menos; um fator a menos nessa adição, poderia torna-lo um filme da Disney.Mas o conjunto de acertos em todos os detalhes do visuais do filme, e o posicionamento crítico e passional do diretor tornam este um grande e belo filme. Além de um embrulho no estômago.
Já que falei em inocência, vale comentar um filme não muito original em seu roteiro, mas que é um bom filme dentro do tema de ilusões infantis x realidade cruel. " O Labirinto de Fauno" é uma estória de uma menina que vai viver num campo militar espanhol, durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse período, vive o choque de viver as fantasias de seus contos de fadas e a dura realidade de ter como padrasto o capitão do campo militar, o modelo mais escarrado do militar franquista, sanguinário. Vivendo nesse cenário, rapidamente nos vemos no meio de um conflito político entre franquistas e anti-franquistas, em que os fascistas são os filhos do capeta, e comunistas a bondade encarnada nos campos. Não quero defender nenhuma posição ideológica aqui, mas analisar qualquer período da história mundial de forma maniqueísta é simplificar qualquer questão. Acredito que não seja a intensão deste belo filme analisar históricamente o fato. Entendo que o uso de um período real da história era necessário para se fazer o contra-ponto com a fantasia.
Neste filme, a simplificação da questão é a ferramenta para a comparação com a maturidade e a inocência. Serve como exaltação de valores éticos humanistas. Assim, o diretor resolveu caprichar nas cenas de violência, para que o filme não se confudisse com um filme de fantasia infantil. As doses de realidade cruel são fortes para que não se confunda o teor adulto do filme.
Mas a forma que as duas estórias são contadas paralelamente e se misturam durante o o filme, deixando uma eterna dúvida se elas se tocam, faz com que o filme de Gulhermo Del Toro tenho um grande poder de envolver o espectador. Guilhermo procura, como poucos , se posicionar perante suas questões. Deixa a marca de suas opiniões. E o faz numa forma de contar a estória que faz o filme uma obra de arte.
Outro tema abordado, é a exaltação da crítica. O ato de receber ordens e cumpri-las sem friltragem é a questão pertinente para toda ideologia e disciplina do silêncio. Formas de comando que proibem ou inibem a expressão e o pensamento. Clássicos do cinema abordam esse tema, de diversas formas.
Fahrenheit 451, de François Truffaut, retratou em outro universo de situações, no plano de uma realidade extrema, o que seria a falta de crítica a comandos em uma civilização.
O Labirinto de Fauno se destaca em imagem, uma fotografia clássica, mas muito bem montada, irretocavel. Grande destaque para a equipe de Arte. Cenários, figurinos, maquiagens que nos lançam no Período da Segunda Guerra e destacam todo o mundo de fantasia forte e dura. Me parece que o trabalho de figurino dispensou muito de efeitos digitais, o que deixou tudo mais real.
Somando tudo, torna O Labirinto de Fauno mais um bom filme de Del Toro. Mas tenho a impressão que esse filme tangeu a linha do comum. Um passo a mais ou a menos; um fator a menos nessa adição, poderia torna-lo um filme da Disney.Mas o conjunto de acertos em todos os detalhes do visuais do filme, e o posicionamento crítico e passional do diretor tornam este um grande e belo filme. Além de um embrulho no estômago.
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