quarta-feira, abril 11, 2007

UMA aurora da vida

Encontros marcados com as crianças do mundo
seus braços agarrados em abraços profundos
me fitam nos olhos e nada procuram

Atordoado com suas presenças
assistindo cada dia
descobertas da vida
sem culpa de perguntar
sem lei pra obrigar

Quem aprende sou eu
a não prever uma ação
me deixar surpreender
aceitar gratuita admiração
e a receber carinho

Reconheço antigas atitudes
dos meus tempos de escola
Nossos adultos são crianças
vivem querendo colo
Estou mudando muito
Um muito que não tem volta
Mas sem elas vira quietude
e silêncio não me consola.

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Joelho ralado
nariz sangrado
dor de cabeça
to enjoando
Desculpa não falta
pra uma enrolada
E tanta pergunta
me tira a fala

Meninas crescem primeiro
os meninos bem depois
Já parei de brincar
Tô De Autôs!

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