
Mais estranho do que a ficção. Um nome instigante. O que poderia ser mais estranho do que aquilo que não é a realidade? E é da realidade que esse emocionante filme trata. Sobre o tempo da vida e o que fazemos com o tempo que nos resta. Viver em função do tempo ou viver o tempo.
(( O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto o tempo o tem))
Viver o tempo é salvar uma vida. A própria. Fazer escolhas, nem certas , nem erradas, as suas. A que você quer. O querer. Primeiro passo pro pleno fazer.
Porque a unica-certeza-da-vida nos informa que não basta estar vivo. Tem que viver. Amar, abraçar, se apaixonar. Correr, comer, contar. Crescer , beber, gozar. Bater, apanhar e desculpar. Vencer, perder e dançar. Ler e sonhar.O maior desafio da vida é viver.
Um roteiro com um argumento surpreendente que cria um universo infinito, questionando a velha voz que narra os filmes, mas supondo que esta seja ouvida pelo personagem. Pode ser encarado como um reflexo da conciência, ou um exercício de reflexão sobre a vida. A voz que narra a vida desta auditor fiscal é de uma escritora britânica, mas poderia ser a voz do Grilo falante, a voz de Deus ou a a da vontade interior de viver. Mas na forma de escritora ainda ganhamos um passeio pelo universo literário. Brincar com a possibilidade da transposição da ficção sobre a realidade. Vagamos pela filosofia contida nos grandes autores. E vemos um recorte de uma personagem no caótico processo de criação. Dessa face da estória, vale também pensar o quanto de nós está presente naquilo que produzimos. Muito, certamente. Tudo?
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