
Essa semana assisti alguns filmes de Bernardo Bertolucci. Semana passada falei sobre filmes de Felinni. Tenho reparado nos temas abordados desses diretores italianos uma tendência e uma facilidade se tocar com clareza em aspectos psicológicos. Mas não de casos isolados, incomuns. Não buscam por personalidades psicopatas ou extremamente problemáticas, comuns em filmes americanos.
"Antes da Revolução" se faz referência literal ao desejo incestuoso. Em "La Luna" a estória gira em torno da questão do complexo de Édipo.
Em "Os Sonhadores" vivesse uma questão de imaturidade e dependência, uma representação de uma personalidade como forma de se proteger da realidade, de sentir, mergulhados nos jogos e vivências do universo cinematográfico (ótimo filme de referências do cinema).
"O mundo particular dos protagonistas é um mundo de certa forma infantil, não permitido aos adultos repressores. O sexo surge como se fosse uma brincadeira, sem maldade ou perversão, uma evolução natural dos jogos infantis, bombardeados de hormônios. E todos agem como se estivessem interpretando, mimetizando a atitude cool de seus ídolos.
Vejo com bons ótimos esses filmes. Felinne em uma entrevista contou que sua motivação para filmar "8 e 1/2" era de fazer um filme que ajudasse pessoas que se reconhecessem de alguma forma a se superar. Outro filme com referência clara da relação do desejo, à culpa do desejo imposta pela cultura monogâmica e moralista e o desejo referencial ao modelo materno.
Fazendo ligação com a lingua italiana e sua cultura de grande potencialidade de comunicação e expressão sem censura ( claro que de forma generalizada), acredito que venha daí um potencial dos diretores italianos em tratar de temas comuns da mente humana. Buscarei mais informações para tentar traçar um perfi, um traço em comum, ou uma viagem pessoal.
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